Fotogaleria Virgílio Calegari – 21/08 a 23/09
Casa de Cultura Mário Quintana – 7º andar

15 fotografias em p&b, em tamanho 50x75cm, produzidas a partir de negativos 35mm, digitalizados e ampliados em impressora Epsilon-30 – Durst.

Mário de Miranda Quintana faria 100 anos no último dia 30 de julho. O poeta, que iniciou a carreira profissional como atendente na farmácia do pai, em Alegrete, e que teve passagens como volutário no impressionante Sétimo Batalhão de Caçadores, durante a Revolução de 30, passou boa parte de sua vida morando em hotéis.
Em uma crônica publicada no Caderno H, em 1973, dizia:
“Ah, os ângulos contundentes das atuais construções urbanas... Esses tetos baixos me abafam... De modo que só resido em casas antigas. Acontece é que as casas velhas têm proprietários velhos, muito velhos aliás e, por isso mesmo, muito morredores. E seus herdeiros resolvem sempre vendê-las a construtores de edifícios. Resultado: há anos que venho me mudando. Sou uma pobre vítima do surto do progresso e do clamor público.(...) E quantas vezes nós, ao passar por uma velha rua cotidiana, sentimos uma vaga inquietação, uma falta de não-sei-quê. Vai-se ver, é um simples lanço de muro que demoliram e que, tijolo a tijolo, fazia parte da nossa construção interior, da nossa estabilidade, em suma.
E quando põem abaixo, então, a velha casa em que nascemos?!”
A casa velha em que morou o poeta entre 1968 e 1980, o antigo Hotel Majestic, foi tombada em 1983 e, desde então, homenageia o poeta com o nome e com a atividade a que se dedica.
As fotos desta exposição, produzidas na Casa de Cultura Mário Quintana, são, também, uma homenagem a Quintana e ao espaço que leva o seu nome. Foram produzidas por um grupo de fotógrafos em uma saída do Projeto Porto Alegre, que está documentando espaços e eventos da cidade, usando filmes em preto e branco, revelados e tratados de maneira convencional.

 
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